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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pilotos ensinam «cultura da segurança» a cirurgiões


Comandantes da TAP vão treinar profissionais de saúde da CUF Porto, transformando um bloco operatório num cockpit

Comandantes da TAP vão treinar, na quinta-feira, profissionais de saúde do Hospital CUF Porto, transformando um bloco operatório num cockpit e onde será dado um alerta de como é possível tornar uma cirurgia tão segura como andar de avião.

«Tanto cirurgiões como pilotos são profissionais altamente qualificados, trabalham em ambientes tecnológicos e o seu negócio é lidar com a vida as pessoas, no sentido de as proteger, mas a cultura do erro é muito diferente nestas duas profissões», considerou o médico Costa Maia, em declarações à Lusa, nesta terça-feira.

Segundo o cirurgião, a ideia é a de que as equipas de profissionais que estão num bloco operatório (médicos, enfermeiros, etc.) aprendam com os pilotos a sua «cultura de segurança».

«Na aeronáutica, usa-se o erro sem culpa, reporta-se o erro no sentido de o evitar. Na medicina, esconde-se o erro e tenta-se arranjar desculpas para não o relatar», admitiu o cirurgião.

Reduzir complicações e mortes, tendo por base procedimentos de segurança seguidos na aviação, como listas de verificação (checklist), por exemplo, é o grande objetivo desta troca de experiências entre pilotos e profissionais de saúde.

«É uma maneira lúdica de fazer um paralelismo entre a cultura de segurança estabelecida na aeronáutica e o nosso modelo de trabalho», sustentou o médico, que deseja que os profissionais de saúde percebam o quanto é importante «a comunicação, o diálogo e a cultura do erro, para o evitar e não culpabilizar pessoas».

Num cockpit de um avião, comandante e copiloto trabalham em equipa, «com rigor e disciplina» e quando um erro é cometido «é obrigação reportá-lo», observou o comandante Armindo Martins.

«Se não reportar o erro o parceiro do lado irá fazê-lo e esta envolvência é, para nós, natural. Assim se evita que o erro se repita. A realidade dos médicos é diferente, porque não têm cultura de reporte», considerou.

Para o médico, «é preciso promover a comunicação entre todos num bloco operatório, dando uma uniformidade de linguagem aos elementos da equipa», à semelhança do que também acontece na aviação.

Em 2010, com base em documentação da Organização Mundial de saúde (OMS), a Direção-Geral de Saúde emitiu uma circular normativa referente à implementação em todos os blocos operatórios do programa «Cirurgia Segura Salva Vidas», com a aplicação de uma lista de verificação de segurança cirúrgica.

Estas listas de verificação «não são protocolos de atuação, são oportunidades de verificar que os protocolos foram cumpridos», defendeu o médico, salientando, contudo, que seguir o rol de procedimentos «ainda aparece como uma coisa a mais» para muitos profissionais.

O cirurgião lembrou ainda que os pilotos são avaliados anualmente, bem como necessitam de uma determinada qualificação para voar um avião específico.

«Nós também devíamos ser avaliados, porque seria importante provar que se tem condições para ser cirurgião. Ter certificação específica para cada área era também importante», argumentou.

Para este encontro, que reunirá cerca de uma centena de profissionais de saúde daquela unidade hospitalar, Armindo Martins abordará temas como cultura de segurança, comunicação, gestão de conflitos, carga de trabalho, liderança e espírito de equipa.

De acordo com estatísticas internacionais, a probabilidade de morte devido a um evento adverso durante um ato cirúrgico é de um para 100, enquanto a probabilidade de morte num acidente de aviação é de um para 10 milhões.


Fonte: TVI24

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Avião que transportava secretário de Segurança sofre pane durante aterrisagem


Avião Baron prefixo PTWFO do Governo do Estado que transportava o Secretário de Segurança Pública e Justiça, Wantuir Brasil Jacini e mais três pessoas de sua equipe, sofreu uma pane no trem de pouso dianteiro. De acordo com o secretário, ninguém ficou ferido e a Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes) já foi acionada. A assessoria de imprensa do Aeroporto Internacional de Campo Grande informou que a pista principal ficou interditada por cerca de 50 minutos. O acidente ocorreu por volta das 13h30.
Segundo Jacini, ele e sua equipe voltavam de uma aula inaugural do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) em Dourados, quando aconteceu o incidente. “Ministrei a aula inaugural, com participação de policiais de 11 Estados fronteiriços e Goiás. Pegamos o voo para Campo Grande, a aeronave aterrisou e estava taxiando na pista. Nesse momento, ao que parece, o trem de pouso dianteiro recolheu”, contou.
De acordo com o secretário, ninguém ficou ferido. “Foi só o susto”, declarou. Jacini informou que a Cenipa já fez vistoria no local e que determinou instauração de sindicância para saber as causas do acidente.

Avião do Governo que transportava Jacini e equipe sofreu pane durante aterrisagem.
Conforme a Infraero, dois vôo sofreram atrasos, sendo 1 da empresa Gol – que vinha de Congonhas para pousar as 14h45 e pousou as 14h – e outro da TAM com destino a São Paulo – que atrasou cerca de 30 minutos. Como a pista principal ficou interditada por 54 minutos, os vôos foram remanejados para a pista auxiliar. Os pousos e decolagens já foram normalizados.

Fonte: midiamaxnews

Academia Aeronáutica de Évora despede últimos 12 funcionários e "fecha portas" em dezembro


A Academia Aeronáutica de Évora, propriedade de uma empresa canadiana, despediu os últimos 12 funcionários, com uma indemnização de 1,75 salários por ano de trabalho, e cessa oficialmente a atividade no início de dezembro, foi hoje revelado.


Os trabalhadores que restavam na escola, depois de outros 33 terem sido alvo de um despedimento coletivo no início deste ano, "foram todos mandados embora", após uma reunião na última quinta-feira, explicou Jorge Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA).
O dirigente adiantou hoje à agência Lusa que a Canadian Aviation Electronics (CAE), detentora da academia, acordou com os funcionários a atribuição de uma indemnização de "1,75 salários por cada ano de trabalho".
Neste momento, e desde quinta-feira passada, contou, a escola "já não tem atividade", mas o fecho oficial só vai acontecer a 05 de dezembro, data em que "todo o processo de fecho de contas deverá estar terminado".
A empresa, segundo o sindicalista, justificou o fecho da escola de formação de pilotos de linha aérea, instalada em Évora há 11 anos, com a diminuição de alunos e a abertura de uma nova academia em Inglaterra.
"Abriu uma escola em Oxford, desviou para aí a atividade, fez grandes investimentos e, objetivamente, não justificava a escola [de Évora] ficar a funcionar", relatou.
Jorge Lopes lamentou a decisão e alertou que a CAE vai encontrar diferentes condições de funcionamento em Inglaterra.
"Aqui têm a possibilidade de voar quase todo o ano, devido ao clima, fazer aterragens sem instrumentação, à vista, e em Inglaterra não terão estas condições", além de que o espaço aéreo no Alentejo "é amplo, sem grandes interferências", o que não se verifica em Oxford, comparou.
Contactado pela Lusa, o presidente do município de Évora, José Ernesto Oliveira, também lamentou o fim da escola pertencente à Global Academy da CAE, o maior grupo mundial de formação de pilotos de linha aérea.
"É uma decisão que lamentamos, mas temos que dar sequência às responsabilidades que a CAE tem para com a câmara", disse, lembrando que o edifício da academia é da empresa canadiana, mas está implantado sobre terrenos municipais.
Como tal, a CAE "tem responsabilidades que devem continuar a ser cumpridas, nomeadamente o pagamento de uma renda mensal", que o município "vai continuar a exigir", embora esteja a envidar esforços para encontrar outros investidores.
"A câmara está a fazer tudo o que é possível para tentar encontrar um sucessor que assegure a manutenção e a continuidade das atividades da escola. Felizmente, temos até mais do que um interessado", disse, embora sem revelar mais pormenores.
A Academia Aeronáutica de Évora, instalada no Aeródromo Municipal e constituída em 1999, resultou de uma parceria entre a escola de pilotos holandesa Nationale Luchvaart School (NLS), da CAE e a TAP, tendo 2001 sido o primeiro ano de atividade aeronáutica.


Fonte: RTP Notícias