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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

TP425. Os 35 anos da maior tragédia da aviação nacional

Faz esta noite 35 anos que um B727 da TAP se despenhou na Madeira vitimando 131 pessoas


TP425. Os 35 anos da maior tragédia da aviação portuguesa


Às 21h48:36 de 19 de Novembro de 1977, 131 das 164 pessoas a bordo do voo TP425, uma ligação Bruxelas-Lisboa-Funchal num Boeing 727-282 da TAP, perderam a vida no único acidente da companhia aérea portuguesa com vítimas mortais.
Aconteceu na terceira tentativa de aterragem no Funchal, quando o TP425 falhou o início da pista por 628 metros, tocando no solo a uma velocidade 19 nós acima da de referência, não conseguindo imobilizar-se antes do final da pista – então com apenas 1540 metros utilizáveis. “A aeronave depois da saída da pista (...) embateu numa ponte de pedra situada 28 metros abaixo da pista e aproximadamente à distância de 118 metros da extremidade daquela. A secção de cauda ficou suspensa sobre a ponte, tendo a asa direita, com o respectivo trem, sido destacada da fuselagem, assim como os 3 reatores, ficando todo este conjunto a montante daquela ponte. A parte restante da fuselagem, com a asa esquerda, prosseguiu a sua trajetória indo cair numa praia rochosa, junto ao mar, 14 metros abaixo do nível da ponte”, descreve o relatório do acidente elaborado pela Direção-Geral da Aeronáutica Civil com o apoio da National Transportation Safety Board e também da Boeing.
As más condições meteorológicas e de visibilidade, a condição da pista, o surgimento de vento pela traseira ou a hidroplanagem serão os factores que se terão conjugado, provocando o acidente.
“Eu julgo se der uma espera talvez consiga aterrar.” “Não consigo, só tenho combustível para mais uma aproximação.” Esta foi uma das últimas comunicações entre a torre e o comandante João Costa. Ao final de um dia intenso de trabalho – Lisboa para Bruxelas; Bruxelas para Lisboa e Lisboa para o Funchal –, e já com 14 horas de trabalho consecutivo, a alternativa às más condições na Madeira era um desvio de 400 quilometros até Las Palmas. “TP425 para informação agora tenho vento calmo na 24, vai tentar?” “OK estou na final vou aterrar.” “OK, está calmo autorizado a aterrar.”
“Antes da primeira tentativa de aterragem foi uma viagem normal, sem grande turbulência. Mas depois da primeira tentativa de aterrar a coisa ficou bastante complicada, as pessoas vomitavam muito, os assistentes de bordo ainda deram os sacos mas a partir de certa altura cada um ficou entregue a si próprio.” O relato é de Torcato Magalhães, um dos sobreviventes, que explicou à RTP os últimos momentos antes do acidente. Já segundo o descritivo presente no relatório do acidente, e depois da última troca de mensagens entre avião e torre, “passados alguns momentos o telefone do Funchal para Lisboa toca com insistência, Lisboa ouve mal, mas o Funchal ainda diz que o TP425 se espetou”.
Seguiram-se momentos de pânico. “Após o ensurdecedor ruído, o avião despenhou-se e elevaram-se fortes labaredas. Mais tarde veio a saber-se que o aparelho embatera na ponte (...) tendo aí ficado preso do reator para trás. Com o embate, parte da fuselagem foi parar à praia, tendo alguns passageiros e bagagem sido projetados (...) Entretanto, de dentro do resto da fuselagem caída na praia elevavam-se as labaredas e gritos de socorro, perante testemunhas impotentes para prestar auxílio”, relata o “Diário de Lisboa” de 21 de Novembro de 1977.
O relatório oficial dá como causa provável do acidente as condições meteorológicas “muito desfavoráveis” na aterragem, possível hidroplanagem, “velocidade acima da referência” e uma aproximação demasiado longa, abordagem à qual a TAP discordou num relatório interno, onde culpa sobretudo as “acumulações de borracha” e as más condições da pista, que não permitiam o escoamento das chuvas. Problemas que apesar de surgirem elencados no relatório oficial – “a superfície da pista apresentava deformações que, nalgumas zonas, não permitiam o normal escoamento transversal das águas”; “foi verificada a existência de depósitos de borracha, entre ligeiros e espessos” – não são apontados como causas.
Sobreviveram ao acidente 33 pessoas, duas das quais tripulantes da TAP. Na altura a companhia assegurou os tratamentos e pagou indemnizações entre 125 e 1200 contos, consoante o grau de invalidez, e quem recusou só em 2006 viu o processo em tribunal resolvido. É de notar ainda que segundo o Relatório e Contas da TAP de 1977, de meados de 1978, a transportadora acabou por ganhar 193,4 mil contos com o acidente, entre indemnização recebida da seguradora e o valor contabilístico do avião.
Em consequência do acidente, a ampliação da pista do aeroporto da Madeira avançou finalmente e a TAP deixou de voar com a versão 200 do B727 para o Funchal, passando a voar só com a versão 100, cinco metros mais curto.
Fonte: Iinformações, Por Filipe Paiva Cardoso

Avião explode após bater em veado durante pouso na Carolina do Sul


Ao atravessar a pista do aeroporto de Greenwood, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, um veado causou um grande acidente no último fim de semana. O animal foi atropelado por um jatinho, que pousava no exato momento.
 
A aeronave pegou fogo e foi arrastada por alguns metros. Piloto e passageiro conseguiram escapar antes que o avião explodisse. “Não sobrou nada do avião. Tudo está queimado”, disse o xerife Tony Davis em entrevista ao jornal Daily News desta segunda-feira (19-11).
 
O veado, que causou o contratempo, morreu atropelado pelo jato.

Fonte: 24 Horas News

Como funciona o helicóptero?


O vôo da máquina é um verdadeiro prodígio aerodinâmico, resultado de uma complexa combinação de forças que se contrabalançam. Sua sustentação, por exemplo, vem das asas, que, quando inclinadas contra o fluxo de ar, produzem uma força para cima. O helicóptero nada mais é que um avião com asas móveis: hélices cujo nome técnico é rotor. Mas - diferentemente do avião, que só se desloca para a frente - o helicóptero pode pairar no ar e até andar de ré, porque suas pás estão sempre em movimento. O processo não é nada simples, porque a tendência natural do impulso provocado pela rotação das pás (o chamado torque) seria fazer a nave rodopiar como um pião.
Esse impulso, porém, é contrabalançado pelo rotor de cauda, uma segunda hélice que gira em pé, produzindo uma força lateral. "Peso, sustentação, torque e rotor de cauda formam um equilíbrio de forças que pode ser levemente alterado pelo piloto, direcionando o helicóptero para onde ele quiser", diz Silomar Cavalcante Godinho, piloto de provas da Helibrás, empresa fabricante de helicópteros sediada em Itajubá, MG. Essa alteração é feita por comandos que mudam o ângulo das pás, aumentando ou diminuindo a sustentação aerodinâmica - o mesmo princípio desde o primeiro helicóptero funcional, criado pelo alemão Heinrich Focke em 1937.
Ascensão trabalhosa
Helicóptero depende de mecanismo complexo para voar
Os turbomotores são uma ou duas turbinas a jato que movem a caixa de transmissão. É ela que faz girar, ao mesmo tempo, o rotor principal e o de cauda
O sistema de comandos é composto de uma longa seqüência de hastes e engrenagens que vai da cabine até os rotores. O manche (em verde) inclina o helicóptero e o desloca na horizontal. A alavanca (em vermelho) o faz subir e descer. Os pedais (em azul) controlam a inclinação das pás do rotor de cauda, fazendo o helicóptero girar sobre si mesmo
O rotor principal é a peça-chave: tanto mantém o helicóptero no ar quanto controla sua direção
Neste modelo específico, dois grupos de tanques de combustível alimentam separadamente cada um dos motores. Eles podem, porém, ser interligados em caso de emergência
O rotor de cauda contrabalança o impulso provocado pelo giro do rotor principal. Ele também pode mudar sua inclinação: é assim que o piloto faz o helicóptero girar
O estabilizador horizontal, idêntico ao dos aviões, mantém a aeronave estável, impedindo-a de embicar para cima ou para baixo em conseqüência do movimento de pessoas e cargas em seu interior
O sistema de transmissão é um complexo de engrenagens que faz girar os rotores. Idealmente, eles devem manter uma velocidade fixa. Para mudar a direção e a velocidade da nave, só varia o ângulo das pás
Inclinação decisiva
Direção da nave é dada pelo ângulo de rotação
Para subir e descer, o ângulo de todas as pás é alterado ao mesmo tempo. Aumentando a inclinação, a força de sustentação cresce e o helicóptero sobe. Na descida, acontece o oposto. Isso é feito por meio de uma alavanca na cabine do piloto
O giro das pás provoca uma força giratóra que é contrabalançada pelo rotor de cauda. Quando o piloto quer fazer o helicóptero rodar sobre si mesmo, basta desequilibrar as forças, alterando o ângulo das pás do rotor de cauda por meio dos pedais
Para voar para a frente, o piloto ajusta o ângulo da rotação de tal modo que as pás que estão atrás fiquem mais inclinadas que as da frente. O resultado é um movimento frontal (A). O mesmo princípio vale nos movimentos para trás (B) e para os lados (C)
Peça principal
Rotor comanda o vôo da máquina
As setas em laranja mostram o giro do rotor, a principal força responsável pelo deslocamento da nave
As pás inclináveis são movimentadas por um sistema de bastões e articulações de acordo com a posição dos pratos. Quanto maior o ângulo da pá, maior é a sustentação (impulso para cima) criada. Essa movimentação é mostrada pelas setas vermelhas
Os pratos são movimentados pelos comandos do piloto. Quando o prato é inclinado (por meio do manche), giram apenas as pás de um lado e o helicóptero se move na horizontal. Para o movimento vertical (controlado por uma alavanca à direita do piloto), o conjunto de pratos sobe ou desce ao longo do mastro. Esses movimentos são mostrados pelas setas verdes.
Fonte: Mundo Estranho, por Renato Domith Godinho