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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Iberia vai cortar 4500 postos de trabalho para evitar falência


Segundo presidente da empresa, se não houver acordo com os sindicatos até 31 de janeiro, novas demissões serão feitas

Iberia anuncia corte de 4.500 empregos
Iberia anuncia corte de 4.500 empregos (Victor R. Caivano/AP)


A companhia aérea espanhola Iberia cortará 4,5 mil postos de trabalho para tentar evitar a falência da empresa e voltar a ser rentável, anunciou a matriz Internacional Airlines Group (AIG) em Londres. De acordo com o presidente da empresa, Rafael Sánchez-Lozano, a Iberia está em uma luta pela sobrevivência e o corte foi para proteger os quase 15 mil postos de trabalho que ainda preservou no mundo.  
"É insolvente em todos os mercados. Temos que tomar decisões graves para salvar a companhia e fazer com que volte a ser rentável", completou. "A menos que tomemos decisões radicais para introduzir mudanças estruturais permanentes, o futuro da companhia será sombrio. No entanto, este plano não oferece uma plataforma para voltar a crescer", conclui o comunicado de Sánchez-Lozano.
A empresa fixou prazo até 31 de janeiro para alcançar um acordo com os sindicatos a respeito das demissões. "Se um acordo não for obtido, cortes maiores e uma redução ainda mais radical no tamanho e na escala das operações da Iberia deverão ser adotadas para salvaguardar o futuro da empresa", destaca a nota.
Fonte: Veja

Avião com contrabando faz pouso forçado no interior do Paraná


Traficantes tentavam levar eletrônicos do Paraguai para São Paulo. Em SP, houve troca de tiros com a polícia e os suspeitos fugiram para o PR


Uma aeronave de pequeno porte teve de fazer um pouso forçado na tarde desta quinta-feira (8) em Altônia, na região noroeste do Paraná. De acordo com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego (Cindacta), no avião estavam duas pessoas. Ninguém ficou ferido.
O avião transportava eletrônicos contrabandeados do Paraguai. Os ocupantes do avião conseguiram fugir antes da chegada dos policiais.
Na tarde desta quinta, o avião que saiu do Paraguai havia pousado na região de Barretos, em São Paulo. Pouco antes, a Polícia Rodoviária Federal recebeu a informação de que a aeronave pertencia a traficantes e montou uma operação conjunta com a Receita Federal, para esperar o pouso do avião.
Após o pouso em São Paulo, houve troca de tiros entre os policiais e os ocupantes do avião. Os suspeitos conseguiram retornar à aeronave e decolaram novamente, mas acabaram tendo que fazer o pouso forçado ao sobrevoar o noroeste do Paraná.
Agora, a polícia investiga se os contrabandistas pretendiam voar até o Mato Grosso do Sul ou retornar ao Paraguai.
Fonte: G1


Embraer é favorita em contrato nos EUA

Governo americano vai gastar US$ 355 milhões na aquisição de 20 aeronaves


O governo americano deve anunciar em dezembro, um mês antes da posse de Barack Obama, o resultado da escolha de sua aeronave de ataque leve e apoio à tropa terrestre, o programa LAS, envolvendo 20 aviões.
O favorito é o turboélice brasileiro A-29 Super Tucano, da Embraer. O contrato vale cerca de US$ 355 milhões. A frota será toda transferida para a aviação militar do Afeganistão. É um negócio importante. A encomenda encaminha um segundo pedido de 100 unidades para atender as forças dos Estados Unidos - estimado em US$ 1 bilhão.
O processo de seleção tem sido tumultuado. Há um ano, a Embraer superou a outra concorrente, a Hawker-Beechcraft, que participava da disputa com o modelo AT-6, muito limitado e fora da especificação definida no Departamento de Defesa.
Anunciado o resultado. a empresa perdedora recorreu à Justiça contestando o critério e pedindo esclarecimentos a respeito do procedimento.
No dia 28 de fevereiro, a Força Aérea dos EUA (USAF) comunicou a decisão de cancelar a compra e abrir um novo edital limitado às duas propostas, da Hawker-Beechcraft e da Embraer.
Em abril, em visita oficial a Washington, a presidente Dilma Rousseff cobrou do presidente dos EUA, Barack Obama a preservação da escolha inicial. "Os EUA sempre falaram no respeito aos contratos. Como é que, agora, não respeitam um deles?", questionou Dilma.
Integrante do grupo de executivos e empresários que acompanhava Dilma, o presidente da Embraer, Frederico Curado, destacou que a importância do contrato está no objetivo estratégico. "A operação com o Departamento de Defesa vale como selo de qualidade para os Super Tucanos", disse.
Concorrência
Políticos do Estado do Kansas, sede da Hawker, movimentaram-se em Washington em favor de uma revisão no processo de aquisição. O então pré-candidato republicano, Newt Gingrich, criticou duas vezes a vitória da empresa brasileira, como "exemplo de negligência do governo" Obama em sua missão de gerar empregos.
Gingrich omitiu o fato de a Embraer planejar produção desses Super Tucanos em Jacksonville, Flórida. Os brasileiros atuam na empreitada com um parceiro local, a Sierra-Nevada Corporation. O vice-presidente, Taco Gilbert, se diz confiante: "As missões LAS exigem aviões feitos para operar em ambiente hostil, prontos para fazer o trabalho de contra insurgência e de ataque leve, tudo a custo reduzido".
Nessa fase final, o Super Tucano - rebatizado Super-T nos Estados Unidos - cresceu em qualidade. Desde julho, o modelo está no oferecendo no mercado sistemas de armas de avançada tecnologia da Boeing Defesa, Espaço e Segurança. A empresa americana fornecerá equipamentos de ponta como o Joint Direct Attack Munition (JDAMS), espécie de kit que transforma bombas "burras" em "inteligentes", para ataques de precisão.
A Boeing foi selecionada pela Embraer para participar do plano destinado a adicionar essas capacidades ao turboélice A-29.
O presidente da Embraer Defesa e Segurança (EDS), Luiz Carlos Aguiar, acredita que a integração de sistemas vai influenciar a disputa LAS. O Super Tucano é o escolhido por forças de dez países e acumula pouco mais de 137 mil horas de voo, das quais cerca de 18,5 mil cumprindo missões de combate. Toda a frota em atividade soma 150 turboélices de ataque e treino. A decisão do Pentágono só será conhecida no fim deste ano.

Fonte: Estadão.com.br